.

.

sábado, 29 de agosto de 2009

` . ¸ . ´` . ¸ . ´A MÁSCARA E O ESPELHO ` . ¸ . ´` . ¸ . ´


` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´` . ¸ . ´
Quando me vi,quando olhei e me reconheci...
Eu não vi apenas um homem inseguro
num mundo asqueroso.

Vi um menino órfão atrás
do aço de negra armadura.

Meus olhos atônitos
tinham pois um ponto de repouso
e licença para o pranto.

Porque o menino não via
em meu corpo um estranho,
mas o pai, que jamais acolheu,
em busca de rasgar a covarde biografia.

Ele via o único deus que queria,
como se eu não fosseo mais vazio dos homens,
disposto a desmentir ainquebrantável ligação
entre o santo e o ladrão, entre o fogo e o ar,
entre eu e a multidão.

E minha desolação se refaz no suspiro quente,
no meu ofegante pavor.
E querendo fugir dessa gente
não podia nem fugir do menino
nem do frio, nem da dor.

Por que esperar desse abominoso troféu vertical
Um quilate de valor,meia milésima de amor,
se não passo de um mortal? Vais menino!

Me deixe em paz no meu limbo.

Como esperas tu,de uma múmia
Estupefa taum alento?

Eu que te esqueci chorando ao relento.

- ARNALDO LELES -

Nenhum comentário: